quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Uma salvação para a Mata Atlântica

A Mata Atlântica está entre as florestas mais ricas do mundo em biodiversidade. As espécies evoluíram de forma tão única que, quatro entre dez de suas espécies de plantas existem apenas neste bioma. Está também entre as florestas mais ameaçadas do mundo, já tendo perdido 93% de sua cobertura original. Por isso, até o fim deste mês, o presidente Luis Inácio Lula da Silva vai assinar o decreto que regulamente a Lei da Mata Atlântica.

“A Mata Atlântica é o nosso bioma mais ameaçado, com a maior parte das espécies da fauna e da flora em risco de extinção, com as grandes indústrias, as grandes cidades, e por isso com muita guerra política e pressão sobre o meio ambiente. Já tínhamos dois anos da lei da Mata Atlântica aprovada. E sem o decreto a lei não era cumprida. Agora será”, afirmou o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

A Mata Atlântica é considerada Patrimônio Nacional, abrange 17 estados brasileiros e contempla uma grande diversidade de formações florestais e ecossistemas. Essa diversidade permite que os remanescentes de vegetação nativa da Mata Atlântica, mesmo reduzidos e muito fragmentados, ainda estejam entre os mais ricos do mundo em diversidade de plantas e animais.

O ministro confirmou o pedido de transformação do Serviço Florestal Brasileiro em autarquia. A proposta é dar mais autonomia administrativa e dotar o Serviço Florestal de estrutura para gerir as florestas públicas e aumentar a oferta de madeira certificada no país. Carlos Minc ainda apresentou ao presidente a proposta de criação da polícia ambiental. Serão contratados, através de concurso, dois mil novos fiscais para o Ibama e o Instituto Chico Mendes e mais mil agentes para Polícia Federal que receberão treinamento específico para o combate aos crimes ambientais. Eles serão treinados nas áreas de inteligência e logística e preparados para operações específicas nessas áreas.

O que é um bioma?

Em Ecologia, chama-se bioma a uma região com o mesmo tipo de clima e vegetação. Mais além, biomas são um conjunto de ecossistemas de mesmo tipo. O bioma da Terra compreende a biosfera. Um bioma pode ter uma ou mais vegetações predominantes. É influenciado pelo macroclima, tipo de solo, condição do substrato e outros fatores físicos), não havendo barreiras geográficas, ou seja, independente do continente, há semelhanças das paisagens, apesar de poderem ter diferentes animais e plantas, devido à convergência evolutiva.


Você pode ajudar a Mata Atlântica


Ajude a frear o processo de devastação participando da campanha Clickarvore. Um programa de reflorestamento com espécies nativas da Mata Atlântica pela Internet. Cada click corresponde ao plantio de uma árvore, custeado por empresas patrocinadoras. É bem fácil. Você pode plantar árvores diariamente com um clique do seu mouse.



Texto de Carol Perez

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Fluorescentes. E depois? O que fazer com elas?


Lâmpadas fluorescentes reduzem em 70% o consumo de energia e podem durar 30 vezes mais que as incandescentes. Bom para o planeta, pois emitem entre 60% a 70% menos compostos de gás carbônico (CO2) e bom para o bolso do consumidor.

Apesar das vantagens, as lâmpadas fluorescentes produzem uma substância - o mercúrio - que pode causar intoxicação e problemas no sistema nervoso, além de causar danos à natureza ao entrar em contato com solo e rios.

Cada lâmpada contém, em média, 20 miligramas de mercúrio em forma de gás. A Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula que concentrações acima de 33 microgramas de mercúrio por grama de creatinina (componente da urina) são danosas ao ser humano. No ar, o limite de tolerância é de 0,04 miligramas de mercúrio por metro cúbico de ar.

O que fazer com as lâmpadas fluorescentes que não funcionam mais?

O governo ainda não sabe. O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) estuda propostas de armazenamento e transporte dos resíduos de maneira semelhante ao que determina a resolução 257/99 (.pdf) onde fabricantes ou importadores são obrigados a ter programa de coleta, transporte e armazenamento de pilhas e baterias que contenham mercúrio, cádmio ou chumbo.
"As lâmpadas são bem mais frágeis que as pilhas. Por isso, seu transporte e acondicionamento é muito mais caro. Se os fabricantes forem os únicos a arcar com o custo do tratamento de lâmpadas, como é feito no caso de pilhas e baterias, isso terá reflexo no preço final das lâmpadas'', explica Milton Ferreira, diretor-técnico da Associação Brasileira de Indústria de Iluminação (Abilux)
Enquanto isso, 95% das 40 milhões de lâmpadas descartadas anualmente têm um só destino: a lata do lixo.

Texto de Cris Bispo

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Dengue: Todo cuidado é pouco

O que os moradores do Rio mais temiam, pode estar de volta neste verão. A dengue, uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, foi responsável por mais 249.734 casos e 174 mortes em todo Estado do Rio na epidemia de 2008. Mas o que era dor se transformou em solidariedade. Marcos Garcia Roig e Paulo Roberto Evaristo perderam seus filhos Rodrigo e Daniel, respectivamente, este ano. Desde então criaram a Associação de Vítimas da Dengue (Avide), onde pretendem conscientizar que a dengue é uma doença social, uma vez que sua disseminação é resultado de uma variada gama de falhas na infra-estrutura da sociedade brasileira (falta de educação, saneamento básico, políticas de saúde pública, etc). Além de desenvolver eventos de conscientização da população, a associação pretende dar suporte emocional as famílias com menos condições econômicas para que se reorganizem após a perda de um ente querido através dessa terrível doença.

Meu filho não morreu em vão. As pessoas devem ter consciência que a dengue mata e cobrar atitudes dos governos. Além disso, cada um tem que fazer a sua parte”, disse Marcos Garcia Roig, presidente da associação.

No início de novembro, o Governo Estadual e Federal assinaram um termo de compromisso, no qual o combate à dengue será prioridade. Já o futuro prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), afirmou que desde o dia primeiro de janeiro, a Prefeitura estará atuando no combate à doença. Mas a população pode e deve ajudar. Não é difícil encontrar focos do mosquito pela cidade.

Através de uma política educativa e não apenas informativa, as pessoas saberão como combater a dengue. Não podemos esperar a boa vontade da esfera pública, temos que agir. E a hora é agora”, afirmou o epidemiologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Roberto Medronho.

O Rio de Janeiro já sofreu com outra epidemia, desta vez em 2002, com a entrada do vírus tipo 3. Quase 290 mil pessoas contraíram a doença no Estado e 91 morreram em todo o Estado, sendo 65 mortes e 138 mil casos somente na capital. Foi o ano com mais casos de dengue na história do país, concentrados no Estado, ficando atrás apenas de última epidemia, onde mais de 100 pessoas morreram só na capital. A dengue assusta.

Todos da minha família tiveram dengue. Eu já tive duas vezes e da última vez, fiquei internada porque foi hemorrágica. Tive muito medo de morrer”, conta Germana de Souza, moradora de Santa Cruz, na Zona Oeste, uma das regiões mais castigadas pela doença este ano.

Os principais sintomas da dengue são:
  • febre alta,
  • dores no corpo e nas articulações,
  • dor de cabeça na altura dos olhos,
  • cansaço
  • e mal estar.

Ao sinal de qualquer sangramento, principalmente no nariz ou na gengiva, vá ao médico imediatamente. A dengue não tem cura. A melhor prevenção é a informação.

Texto de Carol Perez

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O blog Biocidade


O planeta pede socorro

Atualmente, quase todas as grandes cidades do mundo sofrem com os efeitos da poluição do ar. Cidades como São Paulo, Belo Horizonte, Tóquio, Nova Iorque e Cidade do México estão na lista das mais poluídas do mundo.

Entre tantas consquências deste problema está o aquecimento global. O efeito tem provocado a elevação do nível de água dos oceanos, resultando o alagamento de ilhas e cidades litorâneas, é o que dizem os pesquisadores de todo o planeta.

As notícias que chegam são preocupantes. Várias doenças respiratórias como a bronquite, rinite e asma levam milhares de adultos e crianças aos hospitais todos os anos.

É preciso uma solução, uma saída para salvar o planeta. A idéia é criar meios tecnológicos menos poluentes. A tendência é aproveitar mais gás natural, álcool, combustível renovável, não fóssil, que poluí pouco.

Quanto tempo ainda podemos suportar? A natureza parece estar no último suspiro e o primeiro passo para reverter esse quadro está na informação.

É por isso que estaremos aqui toda quarta-feira trazendo novidades sobre meio-ambiente e descobrindo novas formas de ajudar a preservar o nosso tão querido planeta.

Texto de Bruna Oliveira


Greenpeace Brasil - Mudanças do clima, mudanças de vidas


Como o aquecimento global já causa impactos no Brasil.