
Lâmpadas fluorescentes reduzem em 70% o consumo de energia e podem durar 30 vezes mais que as incandescentes. Bom para o planeta, pois emitem entre 60% a 70% menos compostos de gás carbônico (CO2) e bom para o bolso do consumidor.
Apesar das vantagens, as lâmpadas fluorescentes produzem uma substância - o mercúrio - que pode causar intoxicação e problemas no sistema nervoso, além de causar danos à natureza ao entrar em contato com solo e rios.
Cada lâmpada contém, em média, 20 miligramas de mercúrio em forma de gás. A Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula que concentrações acima de 33 microgramas de mercúrio por grama de creatinina (componente da urina) são danosas ao ser humano. No ar, o limite de tolerância é de 0,04 miligramas de mercúrio por metro cúbico de ar.
O que fazer com as lâmpadas fluorescentes que não funcionam mais?
O governo ainda não sabe. O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) estuda propostas de armazenamento e transporte dos resíduos de maneira semelhante ao que determina a resolução 257/99 (.pdf) onde fabricantes ou importadores são obrigados a ter programa de coleta, transporte e armazenamento de pilhas e baterias que contenham mercúrio, cádmio ou chumbo.
"As lâmpadas são bem mais frágeis que as pilhas. Por isso, seu transporte e acondicionamento é muito mais caro. Se os fabricantes forem os únicos a arcar com o custo do tratamento de lâmpadas, como é feito no caso de pilhas e baterias, isso terá reflexo no preço final das lâmpadas'', explica Milton Ferreira, diretor-técnico da Associação Brasileira de Indústria de Iluminação (Abilux)
Texto de Cris Bispo
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